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Segurança Contra Incêndios em Edifícios – Nova legislação relevante – 17 Setembro 2020

 

Publicação do Despacho n.º 8904/2020 de 17 de Setembro – Procede à aprovação da Nota Técnica n.º 13 – Redes Secas e Húmidas da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC). Sendo revogado o Despacho n.º 12605/2013, publicado no Diário da República, 2.ª série, N.º 191, de 3 de outubro de 2013.

Chama-se a atenção para a forte sustentação deste documento em normalização europeia.

As tubagens de aço a serem utilizadas e respectivos acessórios estão especificados em detalhe na Secção 4.2 do documento em causa (página 8 da versão PDF), a seguir transcrita:

4.2 — Tubagens de aço ....

Os tubos de aço devem ser fabricados em conformidade com as normas NP EN 10255 para dimensões nominais até DN 150 inclusive e NP EN 10217 -1 para dimensões nominais superiores a DN 150. Quando fornecidas com um revestimento de proteção por galvanização, o mesmo deverá obedecer à norma NP EN 10240.

As ligações entre tubos devem ser ranhuradas ou roscadas para dimensões nominais até DN 150 inclusive e ranhuradas ou flangeadas para dimensões nominais superiores a DN 150.

No caso de utilização de ligações roscadas, os tubos de aço deverão ser, pelo menos, da série “média” com costura. Nos restantes processos de ligação, podem ser utilizados tubos de aço dos tipos “L1” ou “L2” com costura.

Os acessórios roscados e as flanges devem, respetivamente, ser conforme as normas NP EN 10242 e NP EN 1092-1 e com os critérios da tubagem onde vão ser aplicados.

A pressão máxima de serviço das tubagens de aço para redes húmidas e secas é em geral, de 1600 kPa, podendo atingir valores superiores em função da espessura e tipo de ligação utilizada.

As tubagens a instalar nas redes secas devem ser tratadas por galvanização a quente, sendo que em redes húmidas também o podem ser.

Em todos os percursos à vista, as tubagens devem ser devidamente pré -preparadas e levar pelo menos uma pintura com duas demãos de primário anticorrosivo com espessura média total de 100 μm e um acabamento com uma demão de borracha clorada ou outra resina sintética adequada, com uma espessura média de 60 μm da cor exigida pela norma NP 182.

No caso de tubos já fornecidos com um revestimento exterior de proteção anticorrosiva por pintura na cor exigida pela norma NP 182, o mesmo deverá consistir em pó, à base de epóxi ou outra resina sintética adequada e com pigmentos isentos de chumbo, aplicado por projeção eletrostática e polimerizado em forno, com uma espessura mínima de 60 μm.

Nos percursos enterrados, as tubagens devem ser convenientemente protegidas contra a corrosão externa, por exemplo mediante um tratamento por galvanização exterior e serem envolvidas por fita betuminosa de proteção mecânica e anticorrosiva do tipo denso, aplicada em espiral.

Sempre que a especificidade da instalação o requeira pode recorrer -se ao método construtivo soldadura, o qual deve ser conforme as normas aplicáveis ao método soldadura e com os critérios da tubagem onde vão ser aplicadas.

Todos os acessórios devem ser do mesmo material das tubagens e ter o mesmo tratamento.

A tubagem deve ser devidamente suportada. Esta pode ser suspensa (pendente), apoiada (montante) ou em consola (justaposta). As secções mínimas dos suportes para a tubagem suspensa são as indicadas no Quadro II.

QUADRO II

Dimensão nominal do tubo (Ø)          Secção transversal mínima de apoios de suspensão (mm2)

Ø ≤ DN 50 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. . . . . . 30 (M8)

DN 50 < Ø ≤ DN 80 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 50 (M10)

DN 80 < Ø ≤ DN 100 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 70 (M12)

 

O espaçamento máximo entre suportes de todos os tipos (suspenso, apoiado e em consola) deve ser o indicado no Quadro III.

QUADRO III

Dimensão nominal do tubo                                                  Distância entre suportes (m)

Até DN 50 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .  . . . 4,6

DN 65 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .  . . . . . . . . . . . . 5,0

DN 100 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6,0

DN 125 . . . . . . . . . . . . .  . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6,6

DN 150 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .  . . . . . . . . . . . 8,5

 

A tubagem deve, sempre que possível, ser fixada aos elementos estruturais do edifício através de suportes metálicos adequadamente protegidos contra a corrosão e fixados por aparafusamento, não sendo permitido o uso de explosivos para fixação das buchas.

As buchas (mecânicas ou químicas) a utilizar devem ser fixadas até uma profundidade de 30 mm para tubos com dimensão nominal até DN 50 e de 40 mm para dimensões superiores.

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